A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus em palavras humanas — 73 livros, 1.189 capítulos, escritos por mais de 40 autores ao longo de 1.500 anos, mas com um único Autor divino.
"Toda a Escritura é inspirada por Deus." — 2 Timóteo 3,16
A Bíblia Católica contém 73 livros: 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. A Bíblia Protestante tem apenas 66 (omite 7 livros deuterocanônicos, chamados por eles de "apócrifos").
O Concílio de Trento (1546) definiu solenemente o cânon católico de 73 livros — reafirmando a lista já usada pelos cristãos desde o Concílio de Hipona (393) e Cartago (397).
Por que 73 e não 66? A Bíblia está dividida em dois grandes grupos:
Os 5 livros de Moisés, fundamento de toda a revelação bíblica:
Os 4 evangelistas e seus símbolos (Ez 1 e Ap 4) ficaram imortalizados na arte sacra: homem (Mateus), leão (Marcos), boi (Lucas), águia (João).
A Igreja reconhece quatro sentidos na interpretação bíblica (Catecismo §115-119):
Exemplo com "Jerusalém": Literalmente = a cidade histórica. Alegoricamente = a Igreja. Moralmente = a alma cristã. Anagogicamente = a Jerusalém celestial.
Vulgata Latina (séc. IV): Tradução de São Jerônimo, versão oficial da Igreja por mais de um milênio. Declarada autêntica pelo Concílio de Trento.
Bíblia de Jerusalém: Traduzida pelos Dominicanos de Jerusalém. Rica em notas e introduções. Uma das mais usadas no estudo acadêmico.
Bíblia de Schökel (Edições Paulinas): Popular no Brasil, boa para a leitura devocional.
Bíblia Sagrada — CNBB (2018): Nova tradução oficial dos bispos brasileiros. Linguagem contemporânea, fiel aos originais.
Nova Bíblia Pastoral: Com comentários pastorais, excelente para grupos e catequese.