O Espírito Santo — Quem Ele É, Como Age e Como Acolhê-Lo
O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, co-igual e co-eterno ao Pai e ao Filho. Não é uma força, uma energia ou um símbolo — é uma Pessoa divina, com inteligência, vontade e amor.
O AT prefigura o Espírito sem revelar plenamente sua identidade pessoal:
Baseados em Is 11,2-3 e ensinados pelo Catecismo (CCC 1830-1831), os sete dons aperfeiçoam as virtudes e dispõem o cristão a seguir os movimentos do Espírito.
Capacidade de ver tudo à luz de Deus. A sabedoria julga as coisas divinas e humanas segundo o gosto de Deus, gerando amor às realidades eternas. "A sabedoria não entra numa alma que trama o mal." (Sb 1,4)
Penetra o sentido profundo das verdades reveladas, além do que a razão alcança. Permite "ver" com olhos de fé o mistério de Deus nas Escrituras e nos sacramentos.
Discernir a vontade de Deus nas situações concretas. Ilumina o intelecto prático para fazer escolhas segundo o bem — é o dom que guia a consciência moral.
Firmeza e coragem para enfrentar dificuldades, perseguições e a morte pelo nome de Deus. É o dom dos mártires. "Tudo posso naquele que me dá força." (Fl 4,13)
Conhecer o valor das criaturas em relação a Deus, para não confundir os meios com o fim. Permite avaliar o mundo segundo os critérios do Evangelho.
Amor filial a Deus como Pai e amor fraternal aos outros. Dispõe a rezar com afeto, a viver os sacramentos e a tratar os outros com ternura de filhos de Deus.
Não o medo servil, mas a reverência filial — horrorizarse de ofender a Deus por amor, consciente da grandeza divina. É o "princípio da sabedoria" (Pr 1,7).
São as perfeições que o Espírito Santo produz em nós como "primícias da glória eterna" (CCC 1832). Baseiam-se em Gl 5,22-23 — São Tomás de Aquino, seguindo a Vulgata, lista doze.
"Contra estas coisas não há lei." (Gl 5,23) — Os frutos nascem quando o cristão é governado pelo Espírito em vez de pela carne.
Os carismas são dons especiais do Espírito destinados ao bem da Igreja, não apenas do receptor. São graças de serviço (CCC 2003). O cânon fundamental é 1 Cor 12-14.
Nota: Os carismas devem ser sempre discernidos pela Igreja (1 Cor 14,29; LG 12). Nunca se impõem; devem edificar e não dividir.
"O Espírito Santo é o 'mestre interior' da oração, o artesão vivo da liturgia da Igreja." (CCC 1091)