Os sinais sagrados usados na liturgia e na devoção católica
Mesa sagrada onde se celebra o Sacrifício Eucarístico. Representa Cristo, «pedra angular» (Ef 2, 20). É consagrado com óleo do Crisma e contém relíquias de mártires (CCC 1383).
Estante ou púlpito de onde se proclama a Palavra de Deus. Simboliza a «mesa da Palavra», correspondente à mesa da Eucaristia (DV 21).
Cadeira do bispo (ou presidente da celebração). Sinal da autoridade de ensinar. A «cátedra» dá nome à Catedral — igreja principal da diocese.
Cofre sagrado onde se guarda a Eucaristia. Deve estar num lugar digno e bem visível. Diante dele arde sempre a lâmpada do Santíssimo (CCC 1379).
Luz que arde continuamente junto ao sacrário, indicando a presença real de Cristo na Eucaristia. Geralmente de cor vermelha.
Recipiente com água benta usado para o Batismo. Simboliza o sepulcro donde ressurgimos com Cristo (Rm 6, 4). Está junto à entrada ou num batistério próprio.
Taça onde se consagra o vinho que se torna o Sangue de Cristo. Deve ser de material nobre. Evoca o cálice da Última Ceia (Mt 26, 27-28).
Prato pequeno que sustenta a hóstia grande durante a Missa. Após a consagração, contém o Corpo de Cristo.
Recipiente com tampa, semelhante a um cálice, usado para conservar e distribuir as hóstias consagradas aos fiéis.
Peça em forma de sol para a exposição solene do Santíssimo Sacramento. Usado na Adoração Eucarística e na procissão de Corpus Christi.
Pequenas jarras (galhetas) usadas para apresentar o vinho e a água durante o ofertório da Missa.
Incensário suspenso por correntes para queimar incenso. A naveta (em forma de barco) carrega os grãos. O incenso representa as orações que sobem a Deus (Sl 141, 2).
Túnica branca e comprida, veste básica de todo ministro. Símbolo da pureza batismal e da dignidade da nova vida em Cristo (Ap 7, 9).
Faixa de tecido sobre os ombros. O diácono usa cruzada; o padre e o bispo, pendente ao pescoço. Sinal da autoridade do sacramento da Ordem.
Veste ampla colocada sobre a alva e a estola pelo sacerdote celebrante. Sua cor segue o tempo litúrgico. Simboliza a caridade que cobre todas as coisas.
Veste própria do diácono, usada sobre a alva e a estola. Recorda a alegria e a participação no ministério de Cristo.
Cobertura alta e pontiaguda usada pelo bispo. Lembra os dois Testamentos (AT e NT) que sustentam a fé. Sinal da dignidade episcopal.
Cajado do bispo. Símbolo de governo, cuidado e condução do rebanho, à imagem do Bom Pastor (Jo 10, 11).
Alegria, pureza, ressurreição. Usado no Natal, Páscoa, festas do Senhor (exceto Paixão), de Nossa Senhora, dos Anjos, dos Santos não mártires.
Fogo do Espírito Santo e sangue dos mártires. Usado em Pentecostes, Paixão do Senhor, Sexta-feira Santa, festas de Apóstolos e mártires, Crisma.
Esperança e crescimento na fé. Usado no Tempo Comum — o tempo mais longo do ano litúrgico.
Penitência, conversão e expectativa. Usado no Advento, na Quaresma e em celebrações penitenciais.
Alegria no meio da penitência. Usado apenas em dois domingos: Gaudete (3.º do Advento) e Laetare (4.º da Quaresma).
Luto e oração pelos defuntos. Pode ser usado em Missas de Réquiem e no Dia de Finados. Em muitos lugares foi substituído pelo roxo.
Sinal central do cristianismo. A cruz lembra a Paixão; o crucifixo (com corpus) mostra o amor de Cristo que se entrega. Usada nas bênçãos, procissões e em todo templo.
Grande vela acesa na Vigília Pascal, símbolo de Cristo Ressuscitado, Luz do mundo. Nele estão gravados a cruz, o Alfa e o Ômega, e o ano corrente.
Água abençoada pelo sacerdote, usada para fazer o sinal da cruz ao entrar na igreja. Recorda o Batismo e a purificação (CCC 1668).
Três óleos consagrados na Missa Crismal: o Santo Crisma (Batismo, Crisma, Ordem), o Óleo dos Catecúmenos e o Óleo dos Enfermos.
Cordão com contas para a oração a Nossa Senhora, meditando os mistérios da vida de Cristo. Propagado por São Domingos e incentivado por muitos Papas.
Convocam os fiéis à oração, anunciam celebrações e tocam na Consagração. São abençoados num rito próprio. No Tríduo Pascal, são substituídos pela matraca.
Simboliza o Espírito Santo — desceu «como uma pomba» sobre Jesus no Batismo (Mt 3, 16). Também sinal de paz (Gn 8, 11).
Acrônimo grego: «Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador». Símbolo secreto dos primeiros cristãos durante as perseguições.