As virtudes cristãs, os sete dons e os doze frutos do Espírito Santo.
Infundidas por Deus, têm como objeto o próprio Deus.
Virtude pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos revelou e a Santa Igreja nos propõe para crer. É a base da vida cristã — "o justo viverá pela fé" (Rm 1,17).
Virtude pela qual desejamos o Reino dos Céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo a nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos na graça do Espírito Santo.
Virtude pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. "Se eu não tiver caridade, nada sou" (1Cor 13,2).
As quatro dobradiças (cardo) sobre as quais gira toda a vida moral.
Dispõe a razão a discernir o verdadeiro bem em cada circunstância e a escolher os meios adequados para realizá-lo. É a "auriga" das virtudes — guia todas as outras.
Consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. A justiça para com Deus chama-se "virtude da religião".
Assegura a firmeza e a constância na busca do bem. Fortalece contra as tentações e supera os obstáculos na vida moral. Permite vencer o medo, inclusive da morte.
Modera a atração dos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos nos limites da honestidade.
Is 11,2-3 — Disposições permanentes que tornam a alma dócil ao Espírito.
Permite saborear as coisas de Deus e ver o mundo com os olhos de Deus. Dá o gosto pela oração e pelo que é divino.
Deus ilumina a mente para compreender mais profundamente as verdades da fé e os mistérios de Deus.
Inspira a alma a discernir, nos casos concretos da vida, o que Deus quer e espera de nós. Ajuda a tomar boas decisões.
Dá coragem para enfrentar dificuldades, perseguições e sofrimentos pela fé. Sustenta os mártires e os confessores da fé.
Permite conhecer o sentido e a finalidade das coisas criadas em relação a Deus. Ajuda a distinguir o que aproxima e o que afasta de Deus.
Inspira amor filial para com Deus, chamando-O de "Pai" com afeto e confiança, e fraternidade para com o próximo como filhos do mesmo Pai.
Não é medo, mas reverência filial. Inspira respeito e amor a Deus, horror ao pecado e desejo de não O ofender jamais.
Gl 5,22-23 — Sinais da presença do Espírito na alma.
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.